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A disrupção e o plano estratégico nas empresas familiares
24 MAI 2018

O mercado de atuação de qualquer empresa está em constante evolução; no entanto, não sendo uma entidade mas o resultado da integração de todos os elementos que o constituem: fornecedores, clientes, reguladores, etc., a sua caraterização e comportamento dos seus integrantes está
dependente das suas próprias atuações.
O estudo “Empresas familiares da próxima geração: Liderando um negócio familiar num ambiente disruptivo”, da Deloitte, indica que quase dois terços dos participantes consideram a disrupção como um elemento relevante e refletido no plano estratégico das suas organizações. Por outro lado, 27% não o consideram e uma em cada dez empresas não possui um plano orientador do seu futuro.
Este ano, o grupo Luís Simões alcança os 80 anos. As suas origens remontam à década de 30 e aos adolescentes Fernando Luís Simões e Delfina Soares que, de carroça, transportavam da Malveira para Lisboa produtos frescos produzidos pelas suas famílias. Em 1948, tendo Fernando tirado a carta de condução, adquirem o seu primeiro camião, que, com a pequena produção hortícola e uma mercearia, deram origem ao atual e grande grupo:
- 2002 colaboradores diretos,
- 350 000m2 de armazéns e 24 centros de operação logística,
- 2100 veículos geridos, que percorrem 200 milhões de kms/ano para transportarem 7 milhões de toneladas de produtos.
- Eco-Driving: reduzir o consumo médio da frota em 1 l por cada 100 km e definir o perfil de condução ótimos,
- Centros de Operações Logísticas do Futuro: armazém “inteligente” que funciona de forma autónoma, 24 horas por dia, 7 dias por semana,
- Logística para o e-commerce: serviço que acompanha as tendências de compra com 4000 expedições diárias.
Um grupo familiar com um modelo de governação no qual coexistem membros da 2ª e 3ª geração com elementos independentes tem a sua continuidade bem muito sustentada.
Temas para reflexão:
- O nosso principal mercado de atuação evidencia sinais de possíveis tendências disruptivas?
- Possuímos “sensores” para detetar, analisar e potenciar oportunidades que esses elementos possam gerar?
- O passado da nossa empresa evidencia práticas que nos podem auxiliar a enfrentar o futuro de forma distinta?
Especialista em Empresas Familiares
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